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Igreja Matriz de São Luís das Pias

 
Igreja Matriz de São Luís das Pias


Ficha Técnica
 
 
Característica Arquitectura Religiosa

Classificação Igreja
 
Localização Pias
 
Especialista Dr.ª Ana Torrejais
 
Morada Freguesia de Pias
 
 
Referência a_Pias_43
 
Propriedade Bispado de Coimbra

Enquadramento A igreja matriz de São Luís localiza-se no centro do lugar de Pias, sendo rodeada pelo casario típico do povoado e por uma estrada que lhe é contígua. Junto da fachada sul, à qual se acede por meio de uma escadaria, desenvolve-se um pequeno adro sobrelevado e que em parte é ocupado pelo volume da sala de sacristia do templo. Também aí foi recentemente edificado o centro de convívio do lugar, construção que, desta forma, não respeitou os limites da área de envolvência do edifício religioso. Por sua vez, o pórtico principal é igualmente antecedido por uma escadaria.
 
Notícias Históricas António Baião refere que, por volta de 1550, os moradores das Pias, sujeitos à paróquia de Areias, intentaram na construção de uma nova igreja, a qual seria fundada no ano de 1588. O primitivo templo é descrito pelo Santuário Mariano, mas aqui transcrevo antes a anotação de Pinho Leal, baseada na anterior, por ser de melhor compreensão:
«Tem muitas capelas em ambas as naves laterais. Do lado esquerdo (da Epístola) tem três, todas dedicadas à Santíssima Virgem. Na tribuna do altar mor, está a imagem de Nossa Senhora da Conceição, cuja história é a seguinte: quando se fez a tribuna, uma senhora da vila, chamada de Dona Mariana de Matos, viúva do mestre de campo Bernardino de Sequeira, quis que no trono se colocasse uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que tinha no seu oratório. Anuindo o pároco e irmãos da confraria do Santíssimo, foi a santa imagem levada em majestosa procissão, para a igreja, havendo por essa ocasião uma festa esplêndida, feita à custa de Dona Mariana. O andor da senhora, que estava ricamente adornado, foi levado por quatro pessoas, das mais nobres da vila. Teve isto lugar em 18 de Setembro de 1707.
A capela de Nossa Senhora da Paz é de nobre arquitectura, ampla e fechada de abóbada. Foi mandada fazer em 1633, pelo licenciado Manuel Godinho que vinculou todos os seus bens, sob a protecção desta senhora, à qual dedicou uma missa quotidiana in perpetuum, que seu neto e sucessor Manuel Godinho Gonçalves (que foi cavaleiro de Cristo e capitão mor desta vila), sempre lhe mandou dizer. Os administradores do morgado ocorriam às despesas do culto e conservação da capela e faziam à sua padroeira uma grande festa.
A capela de Nossa Senhora dos Mártires, foi mandada construir pelo Capitão António Ferreira, natural desta vila, em 1650. é também um vínculo, e o seu instituidor (o dito capitão) nomeou para o seu primeiro administrador o Tenente João Ferreira Soares, ao qual impôs a condição de certa quantidade de missas semanais. Esta capela fica à face da igreja. O seu fundador mandou pintar em um grande quadro, na capela, a Batalha dada por D. Afonso Henriques, quando tomou Lisboa aos mouros em 21 de Outubro de 1147. Consta ser obra do insigne pintor português Avelar, o mesmo que pintou várias obras na igreja de Nossa Senhora dos Mártires de Lisboa.
Há também uma outra imagem de Nossa Senhora da Conceição, que no século XVIII estava no oratório da casa do sargento mor, Salvador Soares Cotrim, e só estava no altar mor da igreja, em 8 de Dezembro dia em que se lhe fazia uma grande festa. Esta imagem foi doada em testamento ao referido Cotrim, por seu tio, o Dr. José Soares de Araújo, e está vinculada à capela que instituiu em 1693

Descrição Arquitectónica A igreja de São Luís de Tolosa trata-se de um edifício do século XVI que, no entanto, foi sendo sucessivamente remodelado por várias campanhas construtivas. Acompanha, assim, várias influências estilísticas - renascentistas, maneiristas, barrocas - as quais se manifestam sobre uma mesma base estrutural gótica, denunciada essencialmente pelo arranjo espacial do interior do templo e sua planimetria. Esta obedece a um esquema longitudinal tripartido, sendo as naves laterais, dotadas de cobertura em telhado de uma água, ligeiramente mais baixas que o corpo central, com cobertura em telhado de duas águas.
A fachada principal, rematada por uma simples empena triangular, é de traço claramente maneirista e apenas ostenta um portal de lintel semicircular, a que se sobrepõe um janelão rectangular, preenchido por um vitral representativo da cruz de Cristo. Do lado direito foi adossada uma torre sineira de um único registo superior, constituído por quatro campanários, volume que é rematado por meio de uma cobertura piramidal e que absorveu um dos pináculos que ladeia a empena da frontaria. Para além do portal da fachada principal, existem mais dois, localizados em cada uma das fachadas laterais, sabendo que o da lateral sul foi absorvido pelo volume da sala de sacristia que se destaca do corpo do templo, a par da capela-mor, mais baixa e estreita que a nave central.
No interior, o espaço tripartido é dividido por meio de arcos de volta perfeita assentes sobre colunas toscanas. Do lado direito da entrada principal, demarcada por meio de gradeamento, localiza-se a pia baptismal, obra de taça e fuste lisos mas provida de uma ampla base circular.
O espaço interior é bastante escuro pois, para além do portal principal e lateral, que se mantêm fechados (o acesso ao interior do templo processa-se a partir da sala de sacristia que é dotada de uma abertura para o exterior), apenas existem, ao longo das paredes laterais do templo, quatro pequenas frestas, a par de outras quatro destas aberturas que, funcionando como clerestório, se rasgam na empena da arcaria que subdivide o espaço interior do templo.
O tecto da nave central é madeirado e de três planos, enquanto que o tecto das naves laterais é de apenas uma água; por sua vez, a cobertura da capela-mor é em abóbada de caixotões. Relativamente ao pavimento, este é simultaneamente recoberto a mosaico cerâmico e lajeado, existindo um passadiço de cantaria que se prolonga desde o pórtico até à capela-mor. Perto desta dependência, e adossado ao fuste da última coluna do lado do Evangelho, encontra-se um púlpito de cálice liso que se desenvolve a partir de um colunelo provido de pé.

Património Integrado Existem na igreja matriz de Pias vários altares, construídos em épocas distintas e consagrados a diferentes oragos.
Na parede lateral sul conservam-se dois altares, cujo tratamento retabular é idêntico: ambos são constituídos por uma mesa de altar executada em talha policromada e um nicho central que se rasga na parede de adossamento, emoldurado por um arco de volta perfeita executado em cantaria, a cujo fecho se sobrepõe uma cruz de Cristo. O primeiro é consagrado ao já recorrente tema de São Miguel no Purgatório, de acordo com a pintura retabular, executada a óleo sobre tábua, e que ocupa todo nicho central; neste altar encontram-se ainda duas imagens de recente produção alusivas a Nossa Senhora de Fátima e ao Sagrado Coração de Jesus. Já o segundo altar é consagrado a São Sebastião (0.680m altura), imagem de vulto do século XVI, dotada de resplendor e de setas, que se sobrepõe a uma pintura retabular igualmente executada a óleo sobre tábua. Nesta composição é representado um campo de tiro romano, no qual vários arqueiros disparam em direcção ao corpo do mártir, amarrado a uma árvore e despojado das suas vestes; no registo superior, dois anjos, providos de palmas e de uma coroa de flores, indicam ao Santo o Paraíso, que se abre entre as nuvens, deixando passar um feixe de luz. Junto de cada um destes altares conserva-se uma lápide referente à instituição das respectivas capelas; no entanto, apenas chegou aos dias de hoje a inscrição do altar de São Miguel, a qual é a seguinte: «Esta capela é de António Pereira de Sousa desta Vila pera nela se dizer misa cotediana pela sua alma e sua tensam era de 1620»
Na parede lateral norte existem um altar e uma capela, que ladeiam a porta de acesso à sacristia, obra de cantaria executada em fino lavor, a cujo entablamento se sobrepõe um frontão interrompido. O altar é idêntico aos que se encontram na parede oposta, sendo dedicado a Nossa Senhora dos Mártires, imagem do século XVI esculpida em pedra. É o nicho central ocupado por duas pinturas executadas a óleo sobre madeira, datadas de meados do século XVIII. A tábua superior, de cabeça arredondada, figura a Coroação da Virgem e é uma composição de cunho maneirista. A tábua maior representa o Sacrifício de Martim Moniz durante a conquista de Lisboa aos Sarracenos, em 1147, e é uma minuciosa composição característica da arte oficinal do ciclo da Restauração. São estas pinturas atribuíveis a José de Avelar Rebelo, pintor de D. João IV, e figuraram na Exposição Documental do Museu Nacional de Arte Antiga, nas Comemorações Centenárias da Cidade de Lisboa. Já a capela é dedicada a Nossa Senhora da Paz, sendo belissimamente enquadrada por um frontão triangular assente sobre pilastras que terminam em esferas; o frontão, em tempos recebeu policromia, enquanto que no friso permanecem vestígios de uma antiga inscrição; por sua vez, pelo interior, a cobertura é em abóbada de caixotões, enquanto que do pavimento lajeado se eleva uma mesa de altar onde se conserva a imaginária: Nossa Senhora da Paz; Santo António, escultura de pedra do século XVI, que se apresenta com o livro aberto nas duas mãos e sem o Menino (0.690m altura); São José com o Menino.
Ainda no arco cruzeiro existem outros dois altares, esculpidos em talha policromada barroca, consagrados a Nossa Senhora das Dores (lado do Evangelho) imagem de roca de grandes dimensões e cuja iconografia respeita os mesmos elementos já estudados em relação a outras imagens desta temática; e a Nossa Senhora da Conceição (lado da Epístola), imagem do século XVIII talhada em madeira policromada, e que representa a Virgem, coroada e envergando vestes esvoaçantes, pairando sobre uma nuvem transportada por querubins, ao mesmo tempo que mantém as mãos em oração.
Por sua vez, na capela-mor preserva-se um retábulo em talha policromada barroca, semelhante à dos retábulos do arco cruzeiro, mas que não ostenta nenhuma imagem. São Luís de Tolosa, obra executada em madeira policromada, eleva-se sobre uma pequena base de madeira colocada do lado da Epístola; apresenta-se como um jovem bispo toucado por mitra, ao mesmo tempo que abençoa com a dextra. Do período barroco são os frescos de ramagens azuis, decorados a pintura de brutesco, que preenchem os caixotões da capela-mor; estes registos são em tudo semelhantes aos que se conservam na igreja matriz de Areias.
Por fim, e relativamente ao património azulejar, refira-se que o azulejamento não obedeceu, neste templo, a um plano unitário. Em parte das paredes da nave e no rodapé foram aplicados azulejos de ponta de diamante – nos tons de azul, branco e amarelo – tipologia de transição entre o caixilho compósito e a técnica do tapete. Padrão de módulo 2 x 2, com 3 elementos é, no entanto, um esquema sem centro de rotação e por isso linear. De acordo com Santos Simões, este foi um dos esquemas difundidos de Espanha que mais se popularizou em Portugal a partir dos inícios do século XVII, dada a sua simplicidade de aplicação. Este revestimento data, possivelmente, de cerca de 1620 (data inscrita junto do altar de São Miguel) e, aqui, aparece contornado pela sua correspondente cercadura do tipo dente de lobo, que tipicamente acompanhava o padrão de ponta de diamante.
Também a capela de Nossa Senhora da Paz é, em parte, revestida por um silhar de 9 unidades de alto, que obedece a um padrão de módulo 2x2/1. Neste padrão, característico do século XVII, os ornatos azuis e amarelos dispõem-se sobre um fundo branco, existindo como que uma “inversão” dos valores cromáticos em relação aos esquemas comummente observados.
Já na capela-mor, o revestimento azulejar preenche integralmente as paredes do lado do Evangelho e da Epístola. Este revestimento subdivide-se em dois registos, delimitados pelas correspondentes guarnições, e cujos motivo contracurvados que os constituem, executados em tons de azul sobre branco, denunciam a estética tardia do século XVIII. O primeiro registo consiste num silhar de albarrada, preenchido por painéis ornamentais do tipo pote e pássaros, em grupos composicionais de 6 x 4 elementos. O segundo registo é constituído por um tapete que resulta da repetição de um padrão 4 x 4/2, o qual se prolonga para a parte fronteira do arco cruzeiro.
É de referir ainda que, apenas no rodapé da parede do lado do Evangelho, foram aplicadas duas fiadas de azulejos de figura avulsa, representando diversas variedades de flores.

Estado de Conservação Apesar dos esforços da comissão fabriqueira da igreja matriz de Pias em assegurar uma manutenção regular deste templo, o estado de conservação do mesmo, bem como do seu correspondente património integrado, está longe de estar estabilizado. Tal se deve, muito provavelmente, à localização geográfica da igreja de São Luís de Tolosa, erigida nas imediações da serra de Santa Catarina. Por esta razão, esta é uma zona relativamente húmida, o que vem a interferir no microclima interior do espaço religioso. Já dentro do templo, caracteristicamente frio, os gradientes de humidade relativa são ainda mais afectados pela pouca luminosidade que chega a este espaço, dadas as reduzidas aberturas que existem para o exterior. No entanto, deve ser referido que o sistema de cobertura se encontra actualmente em remodelação, apesar de não terem sido tomados os cuidados necessários no isolamento do espólio.

Cantaria: Executada em pedra calcária, os elementos de cantaria que preenchem o interior da matriz das Pias denunciam sobretudo algum escurecimento decorrente da concentração de humidade, a par de algum desgaste dos elementos escultóricos e da informação pictórica, quando esta existe.

Imaginária: Como acontece em qualquer igreja, a imaginária que integra o espólio deste templo engloba várias épocas, situação esta que, obviamente, se irá reflectir no estado de conservação de tais peças. Assim sendo, a par da imaginária de produção recente, convivem outros exemplares, produzidos em épocas muito mais recuadas e geralmente executados em madeira ou pedra. Estas imagens são as que oferecem maior preocupação, por se encontrarem, maioritariamente, em pior estado de conservação. Tal é o caso da Nossa Senhora dos Mártires, da Nossa Senhora da Paz ou de Santo Amaro que, carecendo de intervenção urgente, estão dependentes de um plano estruturado de conservação, com vista à sua salvaguarda.

Talha: O estado de conservação da talha dos retábulos existentes neste templo, revela-se aparentemente estabilizado. Contudo, é importante registar que, em virtude da imensa humidade que se concentra no seu interior, poderão estar a ser introduzidos danos irremediáveis nas estruturas retabulares.

Pintura: Todas as pinturas existentes na igreja matriz de Pias, realizadas a óleo sobre tábua, revelam, de forma mais ou menos pronunciada, um enegrecimento geral da composição, acompanhado pelo aparecimento de manchas e desgaste/ destacamentos ao nível da superfície pictórica. Quanto aos frescos da abóbada da capela-mor, também aí são visíveis algumas zonas de desgaste/destacamento da pintura.

Património Azulejar: De todas as igrejas e capelas existentes em Ferreira do Zêzere onde foi detectada a presença de património azulejar, este é o templo cujos revestimentos parietais manifestam um estado de conservação mais preocupante. Assim, as graves situações de destacamento que se observam, sobretudo, ao nível dos rodapés e silhares do corpo da igreja, apresentam, muito provavelmente, como causa principal de degradação, a infiltração de humidades que se processa a partir das fundações do edifício. Para além disso, esta situação é agravada pelas aplicações de argamassa cimentícia, que foram realizadas em toda a extensão das paredes do corpo da igreja, tradicionalmente construídas em aparelho de terra. Esta argamassa, ao ser impermeabilizante, impede o livre escoamento das humidades acumuladas no aparelho construtivo, que acabam por se concentrar ao nível dos revestimentos azulejares. No entanto, a degradação do revestimento parietal é sobretudo evidente na capela de Nossa Senhora da Paz. Aqui, a ascensão capilar e os fenómenos de dissolução-recristalização de sais que tal ascensão comporta, estão possivelmente na origem das situações de destacamento (e, em alguns casos, de decaimento de todo o azulejo) que originaram o aparecimento de lacunas, mais ou menos abrangentes, na maioria dos elementos deste silhar. Em relação aos azulejos que revestem interiormente a capela-mor, estes aparentam estar mais estabilizados com o microclima do espaço religioso, apesar de serem detectados alguns destacamentos pontuais, sobretudo ao nível do primeiro registo azulejar.
No entanto, é de referir que, em algumas áreas do tapete que reveste a parte fronteira do arco cruzeiro, são detectados enegrecimentos na superfície azulejar. Tal enegrecimento é igualmente devido a uma presença de humidades, a qual favorece a colonização biológica que, ao fixar-se a determinado substrato, é facilmente detectável pela alteração localizada de cor que provoca. Nesta zona do edifício, a origem de humidades poderá ter duas origens distintas: ou se deve, por um lado, a uma infiltração de humidades que se processa a partir da cobertura do templo; ou se deve, por outro lado, a uma condensação do vapor de água (resultante, por exemplo, da respiração humana) que, ao se elevar na atmosfera interior, vem a condensar nas zonas mais altas e frias, ou seja, neste caso a superfície azulejar do arco de cruzeiro.

Grau 3 - Edifício que denuncia um estado de conservação razoável.
 
 

Bibliografia
 
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