Vila e Freguesia de Águas Belas
 
 
 
História
 
Em 1190 o rei D. Sancho I doou a sua quinta do Vale de Orjais a Pedro Ferreira, besteiro do rei e homem de modesta condição, que se teria distinguido por actos de bravura e heroísmo na defesa de Montemor-o-Novo. Porém, por volta de 1206, parte desta quinta é adquirida por Pedro Alvo, pretor de Tomar, que aí vem a fundar a povoação de Águas Belas. A partir de 6 de Setembro de 1356, a quinta de Águas Belas, então pertencente a Álvaro Fernandes, escudeiro e vassalo do Infante D. Pedro, é convertida em morgado, instituído na pessoa de Rodrigo Álvares, irmão consanguíneo de D. Nuno Álvares e filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, com todas as suas dependências, senhorio, couto, honra, jurisdição e padroado da igreja de Nossa Senhora.
O apelido de Sodré aparece, pela primeira vez, associado ao morgado de Águas Belas após o casamento de Violante Pereira, irmã de Rui Pereira, quinto morgado, com Francisco Sodré. Já no princípio do século XVIII, o senhorio de Águas Belas se encontrava nas mãos de Duarte Sodré Pereira Tibau, casado com D. Maria de Almeida. Também em 1719 o Convento de Cristo aforou a este Duarte Sodré Pereira Tibau uns prédios para assistência de sua mãe e 3 filhas no Mosteiro de Santa Iria, tapando-se de pedra e cal as portas da sua serventia e abrindo-se outras para a comunicação com as religiosas. No entanto, por morte da sua mãe, filhas e parentes mais chegados, Duarte Sodré terá cedido ilegalmente esse prédio às religiosas, razão por que estas se ficariam chamando das Águas Belas.
No entanto, e sendo em 1790 D. Maria de Meneses, neta de Duarte Tibau, casada com o segundo Conde da Cunha, esta herdaria o morgado de Águas Belas, mas não o seu direito de justiça, o qual foi entregue na secretaria da Mesa das Confirmações Gerais por parte de António Sodré Pereira. Tendo falecido este António Sodré e não havendo descendência, o corregedor de Tomar apresentou-se a ir tomar posse do morgado para a Coroa, a 29 de Dezembro de 1785. O último Sodré, dono da Quinta de Águas Belas, foi o Major Jerónimo Sodré Pereira que, em 1858, a deu de aforamento ao Dr. Viriato Sertório de Faria Blanc. Depois de passar ainda pelas mãos dos Condes da Cunha, o morgado de Águas Belas foi abolido e finalmente vendido a António Raimundo Peres. Do seu solar já nada existe, pois um incêndio o devorou por ocasião da invasão francesa, e da igreja nem as paredes se conservaram pois, em local diferente, foi substituída por outra.
 
 
Etimologia
 
De acordo com o padre António Carvalho da Costa, na sua Corografia Portuguesa (1712): “El-Rey D. João o Primeiro a fez vila e lhe poz o nome de Aguas-Bellas pela bondade de suas águas, indo em companhia do Condestabel D. Nuno Alvarez Pereyra”. Por sua vez, Maria Emília Baptista Pereira (1950-1951) refere que o nome desta povoação vem do latim AQUA, seguido de um qualificativo que indica a natureza das águas.
 
 
Lugares
 
 
 
Acervo Natural
 
Augusto Pinho Leal, no seu Dicionário de Portugal Antigo e Moderno (1873-1882), descreve a freguesia de Águas Belas da seguinte maneira: “Situada em uma baixa, cercada de arvoredos frutíferos e silvestres, com muitas fontes, que a fazem fresca e agradável”.
 
Pontos de Vista: Serra da Cabrieira 
 
 
 
Património