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Capela de Santo António da Quinta da Alegria, Águas Belas

 
 

Ficha Técnica
 
 
Característica Arquitectura Religiosa

Classificação Conjuntos Edificados

Localização Águas Belas

Especialista Dr.ª Ana Torrejais

 
Morada Freguesia de Águas Belas, na Quinta da Alegria

Referência co_Belas_01

Propriedade Particular
 
Enquadramento Quinta da Alegria. Dependência interior (?)
 
Notícias Históricas Segundo António Baião, a 6 de Setembro de 1356, Álvaro Fernandes, escudeiro e vassalo do Infante D. Pedro, deu a Rodrigo Álvares Pereira, irmão consanguíneo de D. Nuno Álvares e filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, as suas quintas de Vale de Orjais e Águas Belas, com todas as suas dependências, senhorio, honra, couto, jurisdição e padroado da Igreja de Nossa Senhora. A quinta do Vale de Orjais, já doada por D. Sancho I a Pedro Ferreira em 1190, como recompensa pelos serviços prestados na defesa de Montemor-o-Novo, tinha então como limites a ribeira da Cabrieira, o Carril e o limite do termo de Tomar, que compreendia a freguesia das Pias. Assim sendo, a quinta de Vale de Orjais tinha como parte principal a actual Quinta da Alegria, conferindo-lhe Pedro Ferreira carta de povoação e emprazamento, mesmo antes de ter dado foral a Ferreira do Zêzere, o que só viria a acontecer no ano de 1222.
Muito mais tarde, em 1726, o Doutor Bartolomeu de Macedo Malheiro vem a encontrar, na mesma Quinta da Alegria, a capelinha de Santo António, mas nada cita a respeito da sua fundação. Por sua vez, as Memórias Paroquiais de 1758 referem que, por esta altura, a capela de Santo António da Quinta da Alegria pertencia a Manuel Godinho, Sargento-mor das Pias e Cavaleiro professo na Ordem de Cristo.
 
Descrição Arquitectónica De acordo com Paulo Alcobia Neves, no interior do edifício habitacional da Quinta da Alegria, existe uma dependência quadrada que conserva, em cada um dos seus lados, uma porta central, cuja cantaria das ombreiras e verga mostra ser muito antiga. Na pedra de fecho do lintel, encontra-se esculpido um brasão idêntico ao que se conserva na verga da capelinha de Nossa Senhora da Luz, freguesia de Areias, com a única diferença de o escudo não ser sobrepujado por ameias. Tal curiosa dependência poderá corresponder à primitiva capela de Santo António.

Estado de Conservação Se, de facto, vier a ser comprovado que a dependência interior da Quinta da Alegria, acima descrita, corresponde à capela de Santo António, então poderá dizer-se que o primitivo templo se encontra hoje completamente desvirtuado daquela que foi a sua função original.
 
 
 
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Bibliografia
 
BAIÃO; António; Vila e Concelho de Ferreira do Zêzere; Imprensa Nacional; Lisboa; 1918; página 308

CARDOSO; Padre Luis; Diccionario Geografico (...); 44 Volumes; Biblioteca Real; 1758-1832; Volume 1; Nº 49; Fólios 355 a 358

MALHEIRO; Bartolomeu de Macedo; Notícias das Igrejas do Bispado de Coimbra; Academia Real da História Portuguesa; 1726; Fólios 199 (v) a 200